Mulheres custodiadas do CIS apresentam trabalhos no encerramento do projeto Asas Para a Liberdade, em Piraquara 24/11/2025 - 16:20

O Centro de Integração Social (CIS), da Polícia Penal do Paraná (PPPR), localizado no Complexo Penitenciário de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, realizou nesta quinta-feira (13) o encerramento de mais uma edição do Projeto Especial de Leitura “Asas Para a Liberdade”. A iniciativa integra o Programa de Remição Pela Leitura, regulamentado pela Lei nº 17.329/12, e é desenvolvida pela PPPR por meio da Divisão de Educação e Capacitação, em parceria com o Conselho da Comunidade de Curitiba.

Voltado ao estímulo da leitura, da produção textual e da expressão artística como instrumentos de transformação pessoal e social, o projeto possibilita que, a cada obra lida e atividade concluída, a pessoa privada de liberdade reduza até quatro dias da pena. O limite anual é de 12 livros, totalizando até 48 dias de remição.

No CIS, participaram desta edição 15 mulheres privadas de liberdade que realizaram trabalhos baseados nos livros “Quarto do Despejo, Diário de Uma Favelada”, da escritora Carolina Maria de Jesus; “Os miseráveis”, do autor Victor Hugo; “O Menino do Dedo Verde”, de Maurice Druon; “Não Verás País Nenhum”, do escritor Ignácio de Loyola Brandão e “O Conto da Ilha Desconhecida”, de José Saramago.

Além de incentivar o hábito da leitura, o projeto busca ampliar o acervo bibliográfico das 11 unidades penais da regional administrativa de Curitiba, fortalecendo o acesso à literatura e à cultura como ferramentas de reflexão, aprendizado e mudança de perspectiva.

Entre as atividades desenvolvidas ao longo do projeto estão a produção de cartazes, textos, contos, crônicas, haicais, literatura de cordel, pinturas em tela, peças teatrais, apresentações culturais, rodas de leitura e diálogos entre leitoras. As ações foram planejadas para promover a expressão criativa e o desenvolvimento intelectual das custodiadas, estimulando autonomia e senso crítico.

A diretora do CIS, Alessandra Prado, destaca a relevância dessas práticas para o ambiente prisional e para o processo de reintegração social: “As atividades de leitura, escrita e expressão artística representam muito mais do que tarefas pedagógicas. Elas abrem caminhos para que cada mulher reconheça seu potencial, reconstrua sua autoestima e visualize novas possibilidades de futuro. Para o CIS, iniciativas como essa fortalecem a convivência, melhoram o clima institucional e valorizam a execução penal verdadeiramente humanizada e transformadora”, afirmou.

O Conselho da Comunidade de Curitiba acompanhou todas as etapas do projeto, com base em relatórios mensais encaminhados pela Divisão de Educação e Capacitação da PPPR. Os documentos detalharam adesões, desistências e o desenvolvimento das atividades em cada unidade, garantindo transparência e monitoramento contínuo da ação.

 

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