Projeto Sorrir leva atendimento odontológico às cadeias públicas na região de Maringá 20/01/2026 - 15:07

A Regional Administrativa da Polícia Penal do Paraná (PPPR) em Maringá promoveu uma ampla ação de atendimento odontológico nas cadeias públicas sob sua jurisdição. A iniciativa, coordenada pelo Centro Ambulatorial de Saúde da regional, garantiu assistência à saúde bucal de pessoas privadas de liberdade (PPL) em unidades que não dispõem de estrutura física para consultórios odontológicos.

A ação integrou o Projeto Sorrir, desenvolvido em parceria com a instituição evangélica Jovens Com Uma Missão (Jocum) Maringá, responsável pela disponibilização de um consultório odontológico itinerante, instalado em um trailer devidamente equipado. O formato permitiu que os atendimentos fossem realizados diretamente dentro das unidades penais, reduzindo a necessidade de deslocamentos externos, escoltas e agendamentos em Unidades Básicas de Saúde.

Ao longo da execução do projeto, foram realizados 264 atendimentos odontológicos em 11 cadeias públicas da região de Maringá, contemplando procedimentos que variaram desde profilaxias, restaurações e atendimentos preventivos até cirurgias de maior complexidade. As ações contaram com a atuação de quatro cirurgiões-dentistas, entre voluntários e missionários, ampliando o acesso ao cuidado bucal da população privada de liberdade.

A expansão do projeto demonstra o comprometimento da PPPR com políticas de saúde e dignidade dentro do sistema penal, fortalecendo o atendimento humanizado e reduzindo barreiras de acesso ao cuidado odontológico.

Para o coordenador regional da Polícia Penal em Maringá, Júlio César Vicente Franco, a iniciativa vai além de uma ação pontual: “Quando levamos saúde para dentro das unidades, reafirmamos que a privação de liberdade não pode significar privação de cuidado. O acesso à saúde é um direito das PPL e está previsto no tratamento penal. Nosso objetivo é garantir que cada indivíduo tenha acesso ao mínimo necessário para preservar sua saúde, sua autoestima e sua capacidade de recomeço”, afirmou.

A policial penal que atua na Cadeia Pública de Astorga, Patrícia Feuser, também destacou a relevância da ação, ressaltando que segurança e saúde caminham juntas dentro do sistema prisional. “Ver as mulheres recebendo atendimento odontológico dentro da própria unidade demonstra respeito e valorização da vida, fortalecendo os processos de reinserção social e evidenciando que o sistema penal pode ser um espaço de transformação”, disse.

O Projeto Sorrir é coordenado pela cirurgiã-dentista Gissela Maria Castelli Souza. Para ela, levar o atendimento odontológico para dentro das unidades prisionais facilita o acesso ao tratamento. “A principal demanda é aliviar as dores, especialmente a dor de dente, que impacta muito a qualidade de vida. Estar no local permite oferecer um atendimento rápido, humanizado e de qualidade”, afirmou.

Entre as unidades contempladas estão as cadeias públicas de Sarandi (18 atendimentos), Alto Paraná (21), Mandaguari (26), Marialva (12), Jandaia do Sul (34), Paranavaí (24), Astorga (32), Engenheiro Beltrão (25), Nova Esperança (34), Mandaguaçu (18) e Nova Londrina (21).

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    Foto: Polícia Penal do Paraná

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